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Empreendedorismo do Bem

Quem é você?

Conversando com colegas em um butiquim, ouvi em alto e bom som a frase que inspiraria este post: “Empreendedor, empresário… é tudo a mesma coisa e são todos anti-éticos”. Não sei porque (na verdade até sei!), mas pensei imediatamente no clássico de Sergio Leone “The Good, the Bad and the Ugly” e na música “The Pretender” do Foo Fighters.

De tempos em tempos aparecem definições simples, singelas, mas que resumem toda uma filosofia e modo de pensar. Fernando Dolabela, um dos maiores expoentes nacionais em educação empreendedora, utiliza sem medo uma expressão que muitos pensariam duas vezes em utilizar: o empreendedorismo do bem.

Falar em empreendedorismo do bem pressupõe a existência de um empreendedorismo “do mal”, aquele que não tem preocupação com o desenvolvimento local, não reverte nada e não gera riqueza para a comunidade na qual está inserido.

Bonito não? Mas para que o discurso saia do papel é preciso uma mudança de postura que, felizmente, começa a despontar na nova geração de empreendedores brasileiros. Este olhar mais humanista reflete a real preocupação com a função social do empreendedorismo e já faz parte do íntimo de muitos empreendedores que sim visam o lucro, mas não a qualquer preço.

Este empreendedor se sente responsável em utilizar suas habilidades, experiências profissionais e formação acadêmica em benefício da sociedade, da construção de um mundo economica e socialmente mais eficiente, justo e sustentável.

A palavra “transformação” é viva, real e ativa no empreendedorismo do bem…

“E se eu disser que não sou como os outros?
E se eu disser que não sou apenas outro de seus brinquedos?
Você é o mentiroso (falso)!
E se eu disser que nunca me renderei?

Então quem é você?
Sim, quem é você?”

(The Pretender // Foo Fighters)

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9 comentários »

  1. Pois é Horácio, o importante é não nos desanimarmos pelos pessimistas nem nos deslumbrarmos com os otimistas.
    Afinal, somos nós, os realistas que movemos o mundo pra frente. Como diria a Apple: “Você pode odiá-los ou você pode idolatrá-los, a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los.”

    Avante empreendedores do bem!

    Abraços,
    Millor

    Comentário por Millor Machado — October 6, 2009 @ 10:06 pm

  2. DNA Web 2.0

    A maior revolução jamais vivenciada pela humanidade está por vir e tem como marco o início do ano 2.010. Trata-se de uma revolução silenciosa que coloca no cenário mundial a força da geração Y. Estamos falando de um xeque mate sorrateiro e silencioso. É bom não subestimar o poder de auto-combustão da Fênix, o pássaro mitológico grego. Este ícone também está no código genético da geração Y.

    Essa moçada irá dominar a Era Digital.

    Para quem não sabe, a Geração Y é constituída por jovens empreendedores, nativos da era digital Web 2.0. Com as novas tecnologias interativas e colaborativas, todo o potencial criativo dessa geração irá atropelar a mentalidade tacanha que ditou os rumos do mundo até agora. Mas essa moçada veio prá dominar o pedaço com sua linguagem coloquial, ágil e multigeracional. O mundo das Redes Sociais é apenas a ponta desse imenso ice bierg.

    Esses jovens ainda não atingiram os 30 anos. Estudos comprovam que eles são diferentes de todos os jovens até agora. Eles são sangue bom, mais éticos e de coração tranqüilo. Preparem-se, eles irão dirigir o mundo a partir deste momento. Quem não tiver capacidade de renovação irá dançar. Essa moçada já está dirigindo pessoas com 60 anos de idade nos EUA em empreendimentos milionários. A Era de Aquário já está estrondando com furacões, terremotos e mudanças climáticas porém, existe a esperança da geração Y. São jovens de mentes frescas. Pois é, o fenômeno da Ciência das Redes Sociais merece atenção estudado. O pacto com a geração Y está firmado. A bandeira da educação da nova Era está sendo erguida. O mundo está girando. Quem está conosco? Este é o futuro: Yes, We Can…

    Josué de Menezes
    josuex@terra.com.br

    Comentário por Josué de Menezes — October 6, 2009 @ 11:04 pm

  3. Post muito bom e interessante e comentários também.

    Os meus:
    “empreendedorismo do bem” - apesar de eu não ser ligada a rótulos (tipo do bem e do mal), é fato que há muitas empresas startup com visão diferenciada de futuro, objetivos e retorno.
    Porém, não penso que sejam startups apenas, ou que apenas a geração Y esteja alinhada com o fato. Há muito trabalho sendo feito em vários sentidos para tornar esse planeta um lugar melhor para se viver e - é claro - isso passa por todas as organizações com fins lucrativos ou não, startups ou não, micro, pequenas ou multinacionais.
    Por trás das redes sociais e dos fenômenos da tecnologia humanizadora há uma revolução ainda maior a meu ver - a evolução da consciência. Essa, prescinde de, mas certamente se apoia na tecnologia.
    Mas não vamos nos iludir, por favor: Não são apenas empresas de tecnologia da informação e a web 2.0 que mudarão o mundo. Estamos na área, mas desde sempre deveria ser sabido que toda tecnologia do mundo só tem sentido se transformar a vida para melhor. A biotecnologia é apenas mais um exemplo de área a ser considerada.
    Aliás, a revolução web 2.0 só é possível porque a internet foi criada na década de 60 pela geração que começou o que seria “a maior revolução que a humanidade jamais viu”, a geração hippie e era a revolução da “paz e amor”. Enfim, toda revolução atual é provavelmente a maior que a humanidade já viu (até agora :-)).

    E.T.: otimismo com realismo, um dos valores da Playit que a Tati tanto gostou :-)

    Abs!

    Comentário por Isabel — October 7, 2009 @ 6:38 am

  4. Caro, Horácio

    Entendo que seu amigo tenha milhões de razões para afirmar que “é tudo a mesma coisa e são todos anti-éticos”.

    Talvez por causa dessas inúmeras razões, tenha se tornado tão descrente, mas é preciso cuidado nas ciladas das generalizações.

    Gosto de trabalhar meu raciocínio com a definição de que empreender é conseguir identificar oportunidade de negócio, medir os riscos desta oportunidade, elaborar e implementar seu plano e ao final, ver que o resultado agregou valor para a comunidade e para a instituição. Mas sei bem que esTa definição não é a do mundo dos negócios que em sua grande parte esquece a comunidade.

    Mas afinal, existem empreendedores éticos? Do bem? Não tenho dúvida, eu mesmo conheço vários. Podemos ser empreendedores do bem a todo momento, por que não?

    “Age de tal modo que a máxima da tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal”, a idéia aqui é de Immanuel Kant, e deixo como sugestão de mantra para todos nós!

    Grande abraço.

    Comentário por Normano Ribeiro — October 7, 2009 @ 5:09 pm

  5. Vi o Dolabela lá no PRIME e não gostei de seu posicionamento. “Quem não empreende está morto”, ele próprio resumiu. E não é uma metáfora, ele realmente acredita nisso porque após a palestra quis ter certeza que esta era sua linha de pensamento.
    Portanto não é “A” Geração Y, nem “O” Empreendedor. São as pessoas, as comuns e as incomuns. “Pensar globalmente e agir localmente”, como uma frase tão chavão pode dizer tanta coisa?
    Empreendedorismo do Bem, não só isso, tenha uma vida do bem! Dê mais bom-dia, agradeça mais, elogie mais, contemple mais, seja uma pessoa melhor todos os dias. Se você conseguir mais da metade das vezes, vai estar conseguindo !!
    Como Bill Gates e Buffet disseram, somos pessoas com bilhetes premiados, podemos trabalhar nossos potencias muito mais que a maior parte da população porque (como disse Sir Isaac Newton) vemos mais longe por estar sobre ombros de gigantes.
    E para finalizar, “com grandes poderes, advém grandes responsabilidades” Tio Ben. Assumam a responsabilidade sobre suas vidas e ajudem outros a fazê-lo!

    Comentário por Igor Santiago — October 7, 2009 @ 5:24 pm

  6. Bela discussão em? Bacana demais.

    Oque há de mais inovador na área do “Empreendedorismo do bem” é a Empresa Social.
    A Empresa Social é um novo modelo híbrido de ONG e Empresa convencional.Tem como objetivo primário a resolução de um problema social mas opera como uma empresa convencional afim de garantir suas sustentabilidade financeira.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Empreendedorismo_social.

    É algo lindo e extremamente motivador e tem como maior expoente o Bengalês Muhammad Yunus ganhador do prêmio nobel da Paz por seu trabalho com Grameen Bank, um banco que trabalha emnprestando dinheiro a população carente de Bangladesh.Confiram os números e é algo fantastico: http://pt.wikipedia.org/wiki/Muhammad_Yunus

    Recomendo a leitura do livro “Um Mundo Sem Pobreza - A Empresa Social e O Futuro Do Capitalismo” - Vale cada página, é muito inspirador.

    Comentário por Guilherme Augusti Negri — October 7, 2009 @ 11:21 pm

  7. Ótimo post, Horácio! E ótima montagem da figura também ;)

    Não consigo concordar mais com o que você escreveu: “criar valor fazendo o bem” - ótima tradução para o que sempre sonhamos.

    Abraços,
    Luiz

    Comentário por Luiz — October 12, 2009 @ 8:36 pm

  8. Na prática como professor de Filosofia e Ética Empresarial durante alguns anos em uma faculdade reforcei minhas expectativas quanto a uma Nova Era (sem misticismos), regida pela Ordem dos Valores – como os gregos o idealizaram. A Ordem dos Valores exposta e discutida em uma sociedade em Rede tem o poder de transformar as bases materiais do Capitalismo e os aspectos Radicais de quaisquer outros “ismos”. Acredito que será por esta via que uma autêntica Socialização Global será estabelecida, no seu devido tempo.
    Pode parecer: inocência, clarividência ou mesmo uma praga contra a ordem estabelecida, mas é apenas uma intuição que emerge de uma leitura crítica, algumas vivências, e reconhecimento do poder da Ética que através de suas máximas Absolutas exige uma (R)evolução das Morais.

    Comentário por Wander Sena — December 18, 2009 @ 8:16 am

  9. “Falem a verdade, sigam o caminho da retidão e experimentem a paz. Partilhem seu amor alegremente
    com todos e guiem suas vidas pela não-violência. Essa é a essência da educação. Esses são os cinco
    principais valores humanos que devem ser propagados no mundo.”

    Fonte:
    http://www.sathyasai.org.br/discursos/pdf/SAIBABA_20061122_385.PDF

    Comentário por J Bruni — May 28, 2010 @ 6:07 am

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