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Maturidade Digital

Postado por tatiana @ February 9, 2010 em aplicações web, c2cballoon, empreendedorismo, mídias sociais

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Recentemente fui fazer uma visita a dois clientes: uma multinacional e uma startup.  Em ambas, a conversa seria direcionada para ajudá-los a resolver um problema dito crítico: a comunicação e a interação entre colaboradores de trabalho e o seu mercado utilizando as Redes Sociais. Ambas haviam lido e pesquisado vários artigos e comentários do tipo “as 50 melhores ferramentas web” ou “esteja nas Redes Sociais e tenha sucesso em vendas”.

Na multinacional, encontrei uma situação atípica das muitas que já vivenciei: a equipe responsável por vendas e atendimento ao cliente buscava em nossa experiência uma resposta, um rumo para chegar as  melhores soluções e aplicações web que pudessem trabalhar colaborativamente com suas equipes nas filiais e divulgassem um novo produto ao mercado utilizando as redes sociais. Fiquei surpresa pela abertura e preocupação real com esse assunto, já que estava acostumada a vê-los, durante anos, trabalhar e se comunicar de uma maneira bem tradicional.

Bem diferente da primeira visita, na startup, apesar do clima de trabalho “cool“, não havia a menor abertura para a inovação tecnológica da nova Internet. As necessidades eram as mesmas que na multinacional, mas havia um enorme receio em abrir, ampliar a forma de trabalho com as aplicações web. Todas as tarefas eram realizadas de forma local e a equipe era unânime em dizer que “não temos tempo para Twitter ou outras redes sociais”, mas ainda assim era necessário divulgar esse novo produto usando as redes, pois era a forma “mais barata”, segundo o responsável pelo marketing.

Este é somente um exemplo e que pode acontecer em pequenas ou grandes empresas, de como o nível de entendimento e de maturidade digital influenciam na utilização das aplicações web. Pouco a pouco, as empresas começam a perceber a importância de elevar essa maturidade em seus colaboradores a fim de que eles possam entender claramente como a nova web pode impactar positivamente no dia-a-dia de cada um, na empresa e nas relações entre todos os envolvidos.

Fazendo um paralelo, no filme Matrix (The Matrix, de Andy e Larry Wachowski. EUA, 1999), o herói Neo atinge um grau de discernimento, um despertar de consciência que permite uma percepção diferenciada do que acontece ao seu redor. Ele consegue “enxergar” o que não via antes simplesmente porque passou a conhecer, entender e dominar a natureza da Matrix. E você, já pensou qual o seu grau de discernimento e de maturidade digital?

Será que, como o Neo, você consegue “enxergar” e entender a real dimensão, o potencial e a sinergia que as aplicações web e as redes sociais tem a oferecer?





Mídias sociais no mercado corporativo: por onde começar?

Postado por horacio @ January 23, 2010 em c2cballoon, empreendedorismo, mídias sociais

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Fluxo

As mídia sociais são talvez a primeira revolução silenciosa genuinamente do “século 21″. Até bem pouco tempo atrás empresas tinham a preocupação em organizar a “campanha do ano” e a ordem era simplesmente ignorar as tais redes sociais e aplicações web. Este tempo e estas empresas ficaram para trás…

O Brasil é o país com o maior número de pessoas conectadas e por mais tempo nas redes sociais. Como as empresas estão aproveitando os 80% dos usuários brasileiros que acessam os sites de relacionamento? Os tempos mudaram e mesmo corporações tradicionais e contrárias foram “arrastadas” para as comunidades, blogs e afins. Com raras excessões, o que se vê hoje são ações pontuais, desconexas e de caráter emergencial, para apagar incêndios com a marca da empresa.

Mídias Sociais

Ter uma presença efetiva nessa nova internet já deixou de ser há tempos ter apenas e tão somente um site / portal atualizado. A construção de uma imagem transparente e associada à inovação destas mídias sociais não acontece da noite para o dia, muito menos sem um fluxo, sem um planejamento de ações e principalmente sem o acompanhamento inteligente das métricas e resultados. É preciso ter “vontade política” e envolvimento dos colaboradores internos da empresa para a construção desse relacionamento e fugir da tentação de fazer a propaganda direta, o famoso “jabá”.

Sem ter uma organização das ações a serem realizadas e sem ter um conteúdo relevante e atraente ao público, o resultado não virá e isto tem sido um fator determinante para que o mercado corporativo em geral ainda resista em investir, de forma programada e sistemática, nas mídias sociais. A falta de logística e de maneiras para mensurar o retorno deixam gerentes de marketing, relacionamento e produto com a sensação de estar perdendo o “bonde”, o timing da oportunidade e pior, sem saber sequer por onde começar.

Como fazer este plano de marketing social? Estamos vendo diariamente que investir nas agências tradicionais são dinheiro jogado fora, já que o caráter inovador das mídias exige soluções realmente… inovadoras.

Não querendo e já fazendo nosso jabá, propomos um Fluxo de Mídias Sociais Integradas. É um fluxo orgânico, dinâmico e apesar de estar longe de ser uma verdade única, permitirá ao mercado corporativo planejar as inciativas, investir no relacionamento e na sinergia gerados pelas mídias sociais.





Empreendedorismo do Bem

Postado por horacio @ January 7, 2010 em c2cballoon, empreendedorismo

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Quem é você?

Conversando com colegas em um butiquim, ouvi em alto e bom som a frase que inspiraria este post: “Empreendedor, empresário… é tudo a mesma coisa e são todos anti-éticos”. Não sei porque (na verdade até sei!), mas pensei imediatamente no clássico de Sergio Leone “The Good, the Bad and the Ugly” e na música “The Pretender” do Foo Fighters.

De tempos em tempos aparecem definições simples, singelas, mas que resumem toda uma filosofia e modo de pensar. Fernando Dolabela, um dos maiores expoentes nacionais em educação empreendedora, utiliza sem medo uma expressão que muitos pensariam duas vezes em utilizar: o empreendedorismo do bem.

Falar em empreendedorismo do bem pressupõe a existência de um empreendedorismo “do mal”, aquele que não tem preocupação com o desenvolvimento local, não reverte nada e não gera riqueza para a comunidade na qual está inserido.

Bonito não? Mas para que o discurso saia do papel é preciso uma mudança de postura que, felizmente, começa a despontar na nova geração de empreendedores brasileiros. Este olhar mais humanista reflete a real preocupação com a função social do empreendedorismo e já faz parte do íntimo de muitos empreendedores que sim visam o lucro, mas não a qualquer preço.

Este empreendedor se sente responsável em utilizar suas habilidades, experiências profissionais e formação acadêmica em benefício da sociedade, da construção de um mundo economica e socialmente mais eficiente, justo e sustentável.

A palavra “transformação” é viva, real e ativa no empreendedorismo do bem…

“E se eu disser que não sou como os outros?
E se eu disser que não sou apenas outro de seus brinquedos?
Você é o mentiroso (falso)!
E se eu disser que nunca me renderei?

Então quem é você?
Sim, quem é você?”

(The Pretender // Foo Fighters)

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